quinta-feira, 30 de junho de 2011

Sua companhia de fato é interessante. Foi muito bom estar aqui com você, e ver uma vida refletida em seus olhos. Ver sua sede de liberdade, e ter histórias compartilhadas entre cafés e cigarros. Foi muito bom saber do seu dia com um gosto nostálgico de besteiras que já fizemos. Realmente, não dá pra negar, sua companhia é muito agradável. As memórias ainda estão intactas porém a alma já não consegue as sustentar. Enfim, eu tenho que ir. Quem sabe um dia a gente não marca alguma outra coisa, ou se encontre por ordens do acaso.

quarta-feira, 29 de junho de 2011


As pessoas que não passaram por isso que passo, nunca vão conseguir imaginar o que é ter que dizer um adeus forçado. Elas podem até tentar, mas imaginar não é a mesma coisa de passar. Só sabe quem sente. Quem sofre. Quem já perdeu alguém tão importante assim. 
E a única coisa que tenho á fazer é me lamentar, é lamentar a perda. Lamentar, questionar a minha dor. Pode parecer exagero, mais não é. 
Dizer adeus sem ao menos poder se despedir. Porque eu sabia que se me despedisse, não conseguiria dizer adeus. 
Há coisas piores do que estar só
mas costuma levar décadas
até que o percebamos
e frequentemente
quando o conseguimos
é tarde demais
e nada pior
do que ser tarde demais.



Charles Bukowski.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

As aventuras de Liza Sulivann.

Comecei a criar está história para passar o tempo. Não foi nada planejado. Escrevo primeiro em um caderno e depois irei passando o restante da história para o blogger. Foi meio que por diversão. Criatividade e aventura, talvez. Não é nada sobre dor e desespero. É sobre uma garota de 11 anos que perdeu os pai muito sedo, não se sabe o motivo. Só se sabe que por trás ''das cortinas'' existe um mistério, e que apenas Liza poderá descobrir.
Envolve aventura, mistério,etc.
Me considero uma pessoa criativa para criar histórias como essas. Peço à vocês que tenham paciência comigo, não sou uma maravilhosa escritora, e sou desprovida de tempo. E por acaso não quero me tornar uma Clarisse Lispector. Apesar de que sou uma adoradora dela.

Apenas resolvi que seria bom compartilhar isso com vocês. E por favor, sintam-se a vontade para criticar, e dar opiniões e como posso melhorar. Podem até pedir para que eu coloque alguns de vocês na história. Seria interessante se vocês participassem disso. E por um acaso, eu até chegaria a publicar o livro. E não tiraria os créditos de quem participasse. Obrigada.

Segunda-feira pela manhã...

Os dias frios sempre me deixam com menos vontade de acordar, de por os pés do chão gélido. A sensação que tenho quando acordo em dias como esses é a sensação de que as pessoas estam esquecendo de mim. É como se as paredes fossem minhas únicas companhias. Esse clima frio me deixa triste e carente de afeto. Às vezes me pego chorando sem algum motivo sequer, talvez até tenha um motivo, só que eu ainda não percebi que tenho uma ferida lá no peito que ainda não está cicatrizada.
                                 Paranoia. Dor. Solidão. Medo
Às vezes eu tenho sede de vingança, de dar em dobro tudo aquilo que ''você'' me fez. De fazer você se sentir como eu me sinto. Mesmo que eu fizesse isso, você não saberia e muito menos sentiria o que eu sinto. E depois eu percebo que não sou como você, não sou uma pessoa vingativa, não sou o tipo de pessoa que faz mal aos outros para se sentir bem.
Ter que continuar seguindo em frente sem você ao meu lado, é difícil, mais às vezes se torna suportável. Até então se tornou insuportável.

Segunda-feira é o dia que as ''pessoas'' encontram um modo de descarregar as suas dores, os seus medos, em algo ou alguém. Para mim e para milhares de outras pessoas á segunda-feira não é um dia adorado. Não é um dos melhores dias da semana.

domingo, 26 de junho de 2011

Medo..

Por fora eu me sinto uma pessoa forte, quase feita de ferro, imune a qual quer tipo de coisa. E por dentro eu me sinto frágil, sensível, carente de afeto, uma pessoa comum que só precisa de amor e atenção. Talvez seja por isso que eu tenha medo de dormir sozinha, tenho medo de que quando eu acordar as pessoas que importam pra mim tenham se cansado desse fardo que sou eu. (Ou como me sinto).
Tenho medo das pessoas me deixarem, tenho medo delas cansarem de mim, tenho medo de assistir filmes de terror sozinha. Tenho medo de tudo e de todos que me cercam. Afinal, em quem se pode confiar de verdade hoje em dia?
Sou feita de insegurança. Essa é a a palavra que me define.
I'm afraid that people pretend to love me for pity. Or maybe it's a thing I just invented in my head.
Me sinto sufocada em minhas próprias palavras, em meus próprios medos e inseguranças, me sinto presa à mim mesma. ''Sou uma ameaça à mim.''

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Um adeus forçado.

Já estava tarde e não conseguia me levantar da cama. Meu corpo estava exausto e minha mente estava confusa, eu apenas queria ficar em casa e dormir, sem ter que acordar novamente. Queria dormir um sono profundo. Meu coração estava machucado demais para enfrentar tudo aquilo logo pela manhã.
Tomei coragem e me levantei, tomei café e coloquei um sorriso falso no rosto para disfarçar a dor. Eu não queria que as pessoas percebessem o quanto eu ainda estava abatida.
Logo que cheguei na escola me deparei com você, não conseguia nem olhar para os lados, pois, eu sabia que se olhasse eu iria chorar. Preferi deixar como estava, eu sem você e sofrendo e você sem mim e muito feliz.
Na verdade, você correu em minha direção como se nada tivesse acontecido, como se você se importasse em saber como eu estava. Talvez fosse o peso da consciência. Aliás, era o peso da consciência.
Fingir se importar não resolveu muito, pelo contrário, só me fez perceber que esse tempo todo todas aquelas palavras ditas foram uma farsa, um blefe.
Você me forçou a fazer o que eu mais temia que acontecesse, me fez te dar adeus sem nem ao menos poder me despedir.